sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A vida

O Guimarães certa vez falou que a "A vida é assim, esquenta, esfria, aperta dai afrouxa, sossega, depois desinquieta, o que ela quer da gente é coragem". Sempre que chega o final do ano, a gente faz uma retrospectiva parece uma ação que não temos controle, simplesmente a gente faz a contabilidade do que foi bom e ruim no decorrer da passagem dos dias. E nessas horas a gente percebe que a vida é uma capoeirista, ela adora dar umas rasteiras vez por outra.
Mas como a capoeira também pode ser considerada uma dança, embora seja uma luta, a única alternativa e aceitar o pedido da dança, tomar um porre de esperança e seguir a dança. Esses dias tenho acompanhado a dança capoeirista dos meninos de Esperança. Rau e Evaldo na luta constante para manter a história da terrinha. Desde os tempos do colégio que me deparei com Evaldo e comitiva tentando fazer do jornal do colégio uma forma de informar, e levar cultura pra todo mundo. Não lembro ter visto muito incentivo do povo.
Ontem, eles tiveram uma reunião para a criação do Instituto Histórico e Geográfico de Esperança. E eu fico assim, de longe, torcendo para que eles continuem se embriagando de esperança, tomando e dando rasteira na luta contra as diversidades da vida, e subindo de nível no jogo. E nas voltas que o mundo dá, vai sempre esquentar, esfriar, apertar e afrouxar, só não pode faltar coragem. Parabéns meninos por que enanto os demais são promessas, vocês são atitude.