segunda-feira, 14 de maio de 2018

Tijolinhos

As formas de contar o tempo são diversificadas, uma delas é contar pelas batidas do relógio, como aquele que repousava na parede da sala de jantar da nossa casa. Hoje a gente conta o tempo diferente, pelas batidas do coração. Faz tempo que as das comemorativas ganharam novas roupagens. As crias cresceram, então, não tem mais festinhas da escola no dia das mães, nem caras pintadas e bilhetinhos coloridos, mas nem por isso são dias menos felizes, apenas com novas cores e nuances.
No almoço de domingo passado, verificamos que todas as mães eram órfãs das suas, mas todas construindo noas histórias para si e seus filhos. Dias como esse podem ser pretextos para lamentações e compras sem necessidades. Eu prefiro que sejam de risadas, mesa farta, mães de filhos humanos ou de quatro patas, de barriga ou de coração, mas que sejam sempre de escolhas, escolha de ser feliz, não apenas está.
E nas voltas que o mundo dá, escolhi risos por que são eternos, lambeijos dos peludos, abraços apertados e construção de novas histórias para serem guardadas como tijolinhos de felicidade para serem eternizados. Porquê ser mãe é a melhor escolha que já fiz. E assim a gente conta o tempo com as batidas do coração e não pelas batidas do relógio. Deixando de ser lamentação para ser recordação antes que nossos passarinhos resolvam alçar voo solo. Feliz vida das mães.