segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Tudo flui

Na década de 80 se faltava muito energia na minha terrinha, nas noites de sua falta as pessoas se juntavam pra contar histórias de trancoso, geralmente eram de terror, e o sono demorava pra chegar, acho que Morfeu estava ocupado derrotando todos os monstros até chegar a mim trazendo a areia do sonífera.
Ontem faltou energia o dia todo por aqui, acho que foi alguma coisa num poste, afinal tinha um tanto de gente pendurado neles. Aproveitei a deixa pra pegar as crias e cuidar do jardim, plantamos hortelã, manjericão e um pé de amora que chegou da roça. No meio da tarefa em conjunto o Zeus foi convocado pra doar sangue a um amigo que está enfermo. Não tive coragem de ver o meu grandão oferecendo seu liquido precioso para salvar outra vida, mas permiti que fosse.
Nesse meio tempo, a aflição da gente (desnecessária) foi se agigantando até que ele chegou, calmo e deitou-se lá no canto, acho que passou uma situação estressante. Nessa hora me dei conta que fui como o equilibrista que só se deu conta da falta da rede depois do salto. É assim com o amor, a gente cuidar, se entrega e a falta dele a gente se assusta tem medo de perder, aí, já é tarde. Quando o peguei sabia que me apegaria, mas não pensei que fosse tanto. Mas a energia voltou, meu grandão chegou em seu lar, e tudo voltou a normalidade.
E nas voltas que o mundo dá, meu pequeno deus salvou a vida de um outro peludo, e pra não ficar tão aflita, cuidamos das plantas pra que a energia pudesse fluir, o nosso Olimpo agora tem novas plantas e como que por agradecimento o jasmim, hoje, amanheceu florido exalando o cheiro caraterístico pelo ar. E a nossa palavra de hoje é GRATIDÃO.